Julgamento de morte de Henry Borel é retomado com depoimentos de testemunhas-chave no Rio

Henry Borel, de 4 anos, morreu na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro em 2021 - Foto: Reprodução


O julgamento da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, foi retomado nesta terça-feira (26) no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro, com a previsão de depoimentos de quatro testemunhas-chave: dois delegados, um médico-legista e um perito.

São réus no processo o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior (Dr. Jairinho) e a professora Monique Medeiros, acusados pela morte da criança ocorrida em março de 2021.

A sessão havia sido interrompida na segunda-feira (25), por volta das 17h, após a juíza Elizabeth Machado Louro analisar mais de 23 pedidos apresentados pela defesa de Jairinho, todos negados. Segundo o entendimento do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e da magistrada, as solicitações foram consideradas tentativas de atrasar o andamento do júri.

Entre as testemunhas previstas para serem ouvidas nesta fase está o delegado Edson Henrique Damasceno, que à época era titular da 16ª Delegacia de Polícia (Barra da Tijuca) e conduziu parte das investigações, incluindo o indiciamento e a prisão dos réus.

Também devem prestar depoimento a delegada Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas, o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e o perito Luiz Carlos Leal Prestes.

De acordo com o tribunal, a sessão é conduzida com a presença mínima de 15 jurados e a expectativa é de que o julgamento se estenda por cerca de cinco a dez dias, dada a complexidade do caso e o número de testemunhas.

Jairinho responde por homicídio qualificado, enquanto Monique é acusada de homicídio qualificado e omissão. O caso, que ganhou grande repercussão nacional, segue em fase de instrução no Tribunal do Júri.

Relembre o caso

Henry Borel morreu na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.

À época do crime, os dois alegaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital com lesões corporais graves, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.

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