| Leonardo Berganholi Martins, de 50 anos, chegou a ser socorrido, mas não resistiu - Foto: Reprodução |
O acidente aéreo ocorrido na tarde desta segunda-feira (5), em Belo Horizonte, resultou na morte de três pessoas. Entre as vítimas está o empresário Leonardo Berganholi Martins, de 50 anos, cuja morte foi confirmada na noite do mesmo dia (Leia mais aqui) Avião cai e deixa dois mortos em BH
Leonardo Berganholi atuava no comércio de veículos usados e era proprietário de uma empresa do setor automotivo. Ele viajava acompanhado do filho.
Também morreram no local o piloto Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos, e o empresário Fernando Moreira Souto, de 36, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), Nilo Souto (PDT).
Outros dois ocupantes sobreviveram: Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, filho de Leonardo, e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53. Ambos foram socorridos em estado grave e encaminhados ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, cinco pessoas estavam na aeronave no momento da queda. Não houve vítimas no prédio atingido.
Fernando Moreira Souto era médico veterinário e empresário no Vale do Jequitinhonha, onde administrava uma empresa de alimentos para animais fundada em 2015. Seu pai foi eleito prefeito do município em 2024.
O piloto Wellington de Oliveira Pereira havia concluído curso de instrutor de voo em 2023 e possuía certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Segundo informações preliminares, a aeronave havia partido de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com seis pessoas a bordo. Após uma parada no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, dois passageiros desembarcaram e um novo ocupante embarcou.
Em seguida, o avião decolou novamente com cinco pessoas, com destino a São Paulo. Durante a decolagem, o piloto relatou dificuldades à torre de controle antes da queda.
A aeronave caiu no estacionamento de um edifício residencial. O modelo é um EMB-721C, fabricado em 1979, com capacidade para até cinco passageiros, além do piloto.
De acordo com a Anac, o avião não tinha autorização para operar como táxi aéreo, ou seja, não podia ser utilizado para transporte comercial de passageiros mediante pagamento.