Condenado por morte da bailarina Gislane Cruz cumprirá pena em regime semiaberto

Foto: Reprodução/Redes Socias


O Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira (16), o oficial de Justiça aposentado Josias Teixeira pela morte da professora e dançarina Gislane Cruz do Nascimento, de 26 anos, vítima de um acidente de trânsito ocorrido em 2019, em Natal. 

O réu foi condenado por homicídio doloso. Para o júri, ao dirigir alcoolizado e na contramão, ele assumiu o risco de provocar a morte de outras pessoas.

A decisão encerra uma espera de sete anos para familiares e amigos da jovem, cuja morte gerou grande comoção no Rio Grande do Norte.

De acordo com a sentença, Josias Teixeira, atualmente com 70 anos, deverá cumprir a pena em regime semiaberto. Ele poderá permanecer em casa durante o dia, mas terá de se recolher à unidade prisional no período noturno. A decisão também determina a perda da pensão vinculada ao cargo que ocupava no Judiciário.

Após o julgamento, o pai da vítima, Jailson Nascimento, afirmou que a condenação representa um importante passo na busca por justiça.

"Foi feita a justiça. Ele vai dormir todos os dias na cadeia para que não faça isso mais com ninguém", declarou.

Relembre o caso

O acidente aconteceu na manhã de 19 de maio de 2019, no prolongamento da Avenida Prudente de Morais, na Zona Sul de Natal.

Segundo as investigações, Gislane seguia para uma academia onde ministraria aulas quando o veículo por aplicativo em que estava foi atingido por um carro que trafegava na contramão.

Com o impacto da colisão, o automóvel capotou. A professora não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Outras três pessoas ficaram feridas e precisaram de atendimento médico.

As apurações apontaram que o motorista responsável pelo acidente apresentava sinais de embriaguez. Para o júri, ao dirigir alcoolizado e trafegar na contramão, ele assumiu o risco de provocar o resultado fatal.

Comoção e legado

A morte de Gislane teve ampla repercussão no estado. Além de professora de dança, ela atuava como educadora em uma escola da capital e havia sido eleita Rainha do Carnaval de Parnamirim em 2019.

O caso voltou a chamar atenção para os riscos da combinação entre álcool e direção e se tornou um dos acidentes de trânsito mais marcantes registrados em Natal nos últimos anos.

Com a condenação definida pelo Tribunal do Júri, familiares da vítima afirmam encerrar um longo ciclo de espera por responsabilização judicial.

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