Mulher é presa após investigação apontar tortura e morte de animais para produção de conteúdo online



Uma mulher foi presa preventivamente na tarde desta quinta-feira (18), em Marcelino Vieira, no Alto Oeste potiguar, suspeita de praticar maus-tratos, tortura e morte de animais para produzir e comercializar vídeos pela internet. A prisão foi resultado de uma investigação conduzida pela Polícia Civil com o acompanhamento do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).

Segundo as investigações, a suspeita mantinha perfis em plataformas digitais onde compartilhava conteúdos relacionados à vida rural. No entanto, em áreas restritas a assinantes, ela publicava vídeos contendo cenas explícitas de violência contra animais, acessíveis mediante pagamento.

De acordo com o MPRN, os materiais analisados mostram o abate cruel de aves por meio de torção do pescoço e pisoteamento, além de registros de tortura e morte de gatos e agressões contra cães, preás e capivaras. Os investigadores apontam que os animais permaneciam vivos e apresentavam sinais de sofrimento mesmo após as agressões.

As apurações indicam ainda que a mulher comercializava vídeos personalizados, produzidos conforme pedidos de seguidores que pagavam mensalidades para acessar o conteúdo. Em alguns casos, os assinantes sugeriam a forma como os animais deveriam ser agredidos ou mortos.

A investigação teve início após o Ministério Público requisitar a abertura de inquérito policial para apurar denúncias envolvendo crimes ambientais. Durante o andamento do caso, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva da investigada, pedido que recebeu parecer favorável do MPRN.

Além da prisão, o Ministério Público também solicitou medidas de busca e apreensão e a quebra de sigilo de dados vinculados às contas virtuais utilizadas pela suspeita. Os pedidos foram acolhidos pelo Poder Judiciário, que considerou necessária a adoção das medidas para garantir a ordem pública e impedir a continuidade das práticas criminosas.

Durante a operação, foram apreendidos aparelhos celulares e dispositivos de armazenamento de dados que passarão por perícia. O material será analisado por equipes especializadas do MPRN e da Polícia Civil para identificação de novas provas e possíveis envolvidos.

As empresas responsáveis pelas plataformas digitais utilizadas pela investigada também foram notificadas para fornecer registros de acesso, publicações e informações financeiras relacionadas à comercialização dos conteúdos.

Em nota, o Ministério Público informou que a investigação apontou indícios de que a suspeita demonstrava satisfação durante a prática dos atos de violência contra os animais. O órgão destacou que essa característica será analisada no decorrer das investigações, sem prejuízo da responsabilização criminal pelos crimes ambientais identificados.

O caso segue sob investigação.
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