O telefone fixo continua desaparecendo das residências brasileiras. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) 2025, mostram que apenas 5,9% dos domicílios ainda possuem telefone fixo convencional, mantendo uma trajetória de queda observada desde 2016, quando o serviço estava presente em 32,6% das casas.
Na direção oposta, o telefone celular consolidou sua posição como principal meio de comunicação dos brasileiros. Em 2025, 97,4% dos domicílios contavam com telefone móvel, o maior percentual registrado desde o início da série histórica.
O levantamento também mostra que o número de residências sem qualquer tipo de telefone, seja fixo ou celular, continua diminuindo. Em 2025, 2,3% dos domicílios brasileiros, cerca de 1,9 milhão de residências, não possuíam nenhum aparelho telefônico, uma redução de 0,3 ponto percentual em relação ao ano anterior.
As maiores proporções de domicílios sem telefone foram registradas nas regiões Nordeste (4,3%) e Norte (2,7%), enquanto nas demais regiões do país o índice variou entre 1% e 1,6%.
Outro destaque da pesquisa é o crescimento dos chamados dispositivos inteligentes nos lares brasileiros. Entre os 76 milhões de domicílios com acesso à internet, 15,4 milhões (20,2%) já possuíam equipamentos conectados, como caixas de som inteligentes, assistentes virtuais, lâmpadas, câmeras de segurança e outros dispositivos de automação residencial.
Em apenas um ano, houve um acréscimo de 2,1 milhões de domicílios com esse tipo de tecnologia. Em 2022, quando o indicador começou a ser medido pelo IBGE, eram 9,7 milhões de residências, o equivalente a 14,3% do total.
Tags
QUEDA
