Coligação de Allyson aciona TRE-RN para pedir retirada de anúncios do Blog do Dina sobre Operação Mederi

Prefeito de Mossoró é alvo de operação da PF que apura esquema em licitações da saúde - Foto: Reprodução

A coligação do ex-prefeito de Mossoró e candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), protocolou, na última segunda-feira (17), no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), uma ação para tentar retirar do ar conteúdos publicados pelo Blog do Dina sobre a cobertura da Operação Mederi, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos na área da Saúde na Prefeitura de Mossoró e em outros municípios do estado.


Conforme o Blog do BG, a coligação argumenta que os anúncios pagos no Facebook e no Instagram teriam conteúdo eleitoral negativo contra o ex-prefeito de Mossoró e pede, além da retirada dos conteúdos, que o jornalista Dinarte Assunção seja impedido de realizar novos impulsionamentos semelhantes.


Além disso, o grupo de Allyson também pede multa no valor máximo previsto de R$ 30 mil ou o dobro do valor gasto com o impulsionamento, caso essa quantia seja maior. Os anúncios direcionam para uma página que reúne reportagens feitas por Dinarte Assunção sobre a Operação Mederi.


Operação Mederi

A Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), investiga suspeitas de desvios de recursos públicos e fraudes em contratos da área da saúde em administrações municipais do Rio Grande do Norte. 

Conforme matéria publicada pelo Via Certa, Allyson Bezerra estava entre os alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos durante a operação. Imóveis ligados a ele, incluindo, a sua residência, em Mossoró, e um apartamento, em Natal, foram alvo de buscas. Secretários municipais e o proprietário de uma empresa do setor de medicamentos também tiveram imóveis vistoriados.

As investigações apontam indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas do Rio Grande do Norte, que atuavam junto a administrações municipais de diferentes estados. Auditorias da CGU identificaram falhas na execução contratual, como não entrega de materiais, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço de produtos.

Segundo a PF, os investigados poderão responder por desvio de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas.
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