Uma criança observa os acidentes causados por uma inundação repentina no largo do rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, no Nepal Foto: Niranjan Shrestha/ AP
Ao menos 362 pessoas morreram e outras 1.400 estão desaparecidas após uma sequência de enchentes e deslizamentos atingir áreas do Nepal e do Tibete, na China, na quarta-feira (26). O desastre foi provocado pelo colapso de parte de uma geleira no Himalaia e atingiu vilarejos, estradas, pontes e estruturas de transporte na região.
Os números mais recentes apontam 359 mortes no Nepal e outras três no lado tibetano. Entre os desaparecidos estão centenas de estrangeiros, incluindo turistas e peregrinos que percorriam a região em direção a destinos como o monte Kailash.
A força do deslizamento também provocou um sinal sísmico de magnitude 5,2. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), porém, o registro não correspondeu a um terremoto que teria provocado o desastre. O abalo foi consequência do próprio colapso da geleira e do deslocamento de gelo, rochas e sedimentos.
Equipes de resgate dos dois países trabalham entre áreas cobertas por lama e destroços. A destruição de estradas e pontes dificulta o acesso a algumas localidades, enquanto helicópteros são utilizados para transportar equipes, retirar feridos e levar suprimentos.
Além das buscas, autoridades monitoram uma nova ameaça: o represamento de rios provocado pelo material que desceu das montanhas. A formação de um lago em território tibetano elevou o risco de uma nova inundação caso a barreira natural se rompa.
O número de vítimas ainda pode aumentar à medida que as equipes avançam para áreas isoladas e conseguem atualizar as listas de desaparecidos.