Brasil enfrenta dificuldades para importar ácido fluossilícico após fechamento das duas únicas fábricas nacionais - Foto: Folha de SP / Rubens Cavallari
As duas únicas fábricas de ácido fluossilícico do Brasil foram fechadas em abril e, até o momento, não há previsão de retomada da produção. O produto é usado na fluoretação da água tratada e a falta do insumo já preocupa o setor de saneamento.
Além da interrupção da produção nacional, a importação do produto ficou mais cara no mercado internacional. Segundo o setor, o preço do ácido fluossilícico subiu mais de 300% em meio aos impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã.
Diante do cenário, a Associação Brasileira das Empresas de Saneamento (ABCON) pediu ao Ministério da Saúde uma isenção temporária de 90 dias da obrigatoriedade de fluoretação da água. O período seria utilizado para organizar a importação do insumo e evitar problemas no abastecimento.
O setor já identificou um possível fornecedor no Marrocos, mas o produto ainda precisa passar por homologação, testes de segurança e adequações na concentração para atender ao padrão utilizado no Brasil.
As empresas de saneamento aguardam uma definição do Ministério da Saúde enquanto trabalham em alternativas para garantir a continuidade da fluoretação da água tratada.