Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A partir de outubro, novas regras para doação de sangue entram em vigor no Brasil, com redução de prazos para alguns procedimentos e mudanças nos critérios de segurança.
Quem fizer tatuagem, maquiagem definitiva, botox, preenchimento ou microagulhamento poderá doar após sete dias, desde que o procedimento tenha sido realizado em local que cumpra as normas de segurança. Caso contrário, o prazo será de quatro meses.
Para piercing na boca ou região genital, a doação será permitida quatro meses após a retirada.
O prazo para quem passou por endoscopia ou usou anabolizantes sem prescrição também cairá de seis para quatro meses.
As mudanças constam na Portaria GM/MS nº 11.685/2026. Segundo o Ministério da Saúde, as medidas reforçam a segurança das transfusões e a rastreabilidade do sangue.
Entre as novidades está o exame NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz, que detecta HIV, hepatites B e C e malária.
Com a triagem para malária, quem esteve em áreas endêmicas ou teve exposição a regiões de mata, bosque ou floresta poderá doar após 30 dias, em vez de aguardar até um ano em determinadas situações.
As bolsas e amostras também passarão a usar o padrão ISBT 128, ampliando a rastreabilidade e reduzindo riscos de identificação incorreta.
Os concentrados de plaquetas poderão ter validade de até sete dias, contra cinco atualmente, aumentando a disponibilidade para pacientes que precisam de transfusões frequentes.
Doação após os 70 anos:
Doadores regulares poderão continuar doando após os 70 anos, desde que estejam saudáveis, respeitem os intervalos previstos e sejam aprovados na avaliação clínica.
Quem pode doar sangue:
É necessário ter pelo menos 18 anos. Adolescentes de 16 anos precisam de autorização do responsável. Também é preciso apresentar documento com foto, pesar no mínimo 50 quilos e ter dormido pelo menos seis horas. O doador deve estar alimentado, evitar alimentos gordurosos nas três horas anteriores e, após o almoço, esperar duas horas.