| Levantamento aponta maior frequência de sintomas depressivos entre trabalhadores mais jovens - Foto: Divulgação |
Trabalhadores de 19 a 33 anos tiveram uma taxa de sintomas de depressão moderados a graves 50% maior que a de profissionais com 34 anos ou mais, segundo um levantamento da Axenya. Entre os mais jovens, o índice foi de 14,6%. Entre os mais velhos, ficou em 9,7%.
O estudo foi feito com 1.239 trabalhadores de 37 empresas, entre maio de 2025 e maio de 2026. Os resultados foram divulgados em 23 de julho.
No grupo todo, 19,6% tiveram resultado positivo no teste de rastreio para depressão. Pelo PHQ-9, questionário que mede a presença e a intensidade dos sintomas, 11,3% tiveram pontuação moderada ou grave. O questionário serve para indicar possíveis casos e, sozinho, não confirma um diagnóstico.
Os índices também mudaram de acordo com a idade. Entre trabalhadores de 39 anos, a taxa foi de 10,3%. No grupo de 44 a 48 anos, caiu para 6,0%.
O levantamento também mostrou que parte dos trabalhadores que já receberam diagnóstico não está em tratamento. Entre os que disseram ter depressão, 40,2% não faziam tratamento. Entre os que tinham diagnóstico de ansiedade, o percentual foi de 53,3%. Ao todo, 28,0% dos participantes disseram ter ansiedade.
O estudo também avaliou fatores ligados à rotina e às condições de vida, como falta de atividade física, poucas horas de sono, insatisfação com a qualidade de vida no trabalho e vulnerabilidade social. Quase metade dos participantes (47,2%) tinha pelo menos dois desses fatores. Outros 15,0% tinham três ou mais.
O sono foi outro ponto de atenção. Dependendo da idade, entre 62,4% e 68,2% dos trabalhadores disseram dormir seis horas ou menos por noite.
Entre os 557 trabalhadores que responderam a uma etapa mais detalhada do questionário, 44,7% disseram que os sintomas atrapalhavam a capacidade de trabalhar, cuidar das tarefas de casa ou se relacionar com outras pessoas.
Os dados mostram que os sintomas de depressão e os problemas ligados à saúde mental são frequentes entre os trabalhadores avaliados. O levantamento também chama atenção para o número de pessoas com diagnóstico de depressão ou ansiedade que não estão em tratamento.