Defesa de Daniel Vorcaro pede ao STF revogação da prisão preventiva

Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. Foto: Reprodução



A defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, pediu nesta sexta-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da prisão preventiva. O requerimento foi encaminhado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e também solicita, como alternativa, a aplicação de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. 

Vorcaro está preso desde 4 de março de 2026, quando foi detido pela Polícia Federal na terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras, corrupção de agentes públicos e obstrução das apurações relacionadas ao antigo Banco Master. Em março, a Segunda Turma do STF decidiu manter a prisão por unanimidade. 

Os advogados alegam que a prisão não passou pelas revisões periódicas previstas no Código de Processo Penal. Segundo a defesa, os ciclos de 90 dias terminaram em junho e agosto sem uma nova decisão fundamentada sobre a necessidade de manter o empresário detido. A defesa ressalva que o fim do prazo não gera soltura automática, mas exige que o Judiciário reavalie a medida. 

Outro argumento apresentado é a falta de denúncia formal do Ministério Público. Os advogados afirmam que a prisão não pode se prolongar indefinidamente nem funcionar como antecipação de pena. Eles também contestam o uso de mensagens citadas pela Polícia Federal, por terem sido trocadas antes do início da investigação e, segundo a defesa, tratarem de conflitos pessoais sem relação direta com o caso.

A defesa sustenta ainda que Vorcaro já não teria condições de interferir nas investigações. O Banco Master está em liquidação extrajudicial, ele foi afastado da administração da instituição e suas contas, bens e ativos, além dos de familiares, foram bloqueados por decisões judiciais.

O pedido ocorre enquanto o andamento do caso está sob indefinição no STF. Uma solicitação de vista do ministro Flávio Dino interrompeu uma sessão que analisava questões ligadas às investigações e a mensagens atribuídas a Vorcaro. Fachin ainda não decidiu se revogará a prisão ou se substituirá a medida por cautelares.
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