Dívida ligada à venda de Mounjaro é investigada como possível motivo para sequestro e morte de empresário no RN

 empresário Marcelo Silva de Oliveira, de 29 anos, e a imagem da câmera de segurança do dia do sequestro. Foto: Reprodução



A Polícia Civil investiga se uma dívida relacionada à venda de canetas de Mounjaro motivou o sequestro e a morte do empresário Marcelo Silva de Oliveira, de 29 anos, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. A principal suspeita é que ele tenha negociado uma carga do medicamento com um grupo de empresários, mas não teria feito a entrega nem devolvido o dinheiro pago.

Segundo as informações apuradas, as cobranças se intensificaram após o suposto fracasso do negócio. Marcelo teria recebido ameaças antes de ser levado à força, no dia 29 de agosto, quando chegava em casa. A polícia acredita que os criminosos acompanharam os movimentos do empresário e instalaram um rastreador no veículo usado por ele.

O corpo foi encontrado em 1º de setembro, enterrado em uma cova com aproximadamente quatro metros de profundidade, em uma granja localizada em Macaíba, também na Região Metropolitana de Natal. A descoberta confirmou que o caso, inicialmente tratado como sequestro, terminou com a execução da vítima.

Até o momento, quatro pessoas foram presas em operações realizadas nos dias 15 e 17 de setembro. Entre os investigados está um ex-candidato a vereador, apontado como suspeito de participação direta na execução. Outro homem foi detido em Fortaleza e, conforme a investigação, teria ajudado na logística do crime.

Dois suspeitos presos no dia 15 já haviam deixado o Rio Grande do Norte e tentavam seguir para o Paraguai. Eles foram localizados no Paraná com apoio da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar do estado.

A polícia ainda busca esclarecer o valor da suposta dívida, a origem da carga e a participação individual de cada investigado. As informações são tratadas como linha de investigação, e os suspeitos deverão responder ao processo até que a Justiça defina suas responsabilidades. 
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