| Marcílio teve forte representação na cultura do RN. Foto: Instagram/Reprodução |
O ator, jornalista e produtor cultural Marcílio Amorim morreu nesta sexta-feira, 4 de setembro de 2026, em Natal, aos 48 anos. A informação foi confirmada por amigos próximos e repercutiu entre artistas e agentes da cena cultural do Rio Grande do Norte, onde ele tinha atuação marcada no teatro, no audiovisual e no agenciamento de talentos.
Conhecido pela alegria e pela irreverência, Marcílio integrou o elenco do espetáculo “Meu Seridó”, do grupo Casa de Zoé, e atuava como diretor da empresa Elenco Mosh, além de ser produtor da Trama Agenciamento, com trabalhos em recrutamento de atores e produção artística. Sua trajetória o colocou como figura de ligação entre diferentes grupos e projetos, ajudando a viabilizar escalas e a aproximar artistas de oportunidades no mercado local.
A causa da morte ainda não foi informada publicamente. O velório está previsto para começar às 9h no Centro Funerário São José, na Rua São José, 1248, no bairro de Lagoa Seca, em Natal, conforme divulgado por pessoas próximas ao artista.
Marcílio era amigo próximo da atriz potiguar Titina Medeiros, que morreu em janeiro deste ano, aos 49 anos, vítima de câncer no pâncreas. Os dois trabalharam juntos em “Meu Seridó” e mantinham uma amizade de longa data. Há três dias, ele publicou nas redes sociais uma homenagem a Titina, celebrando o que seriam os 50 anos da artista, e contou como se conheceram em 1995, após uma apresentação no Teatro Alberto Maranhão, quando ela lhe ofereceu uma carona ao descobrir que moravam no mesmo bairro.
Na mensagem, Marcílio chamou Titina de “a irmã que eu escolhi” e “a minha melhor amiga”, e encerrou o texto dizendo: “A única certeza que tenho é que você está bem e que um dia vamos nos reencontrar. Me cuide e me guarde até a gente estar juntos de novo”. A publicação, feita pouco antes de sua própria morte, ganhou novo significado para colegas e amigos que acompanhavam a relação entre os dois.
A morte de Marcílio Amorim reacende a atenção para a cena cultural potiguar e para a rede de artistas, produtores e agentes que sustentam projetos de teatro e audiovisual no estado. Sua atuação como produtor e agenciador, somada à presença em espetáculos como “Meu Seridó”, o tornava uma figura de referência para quem circulava por esses espaços em Natal e no Rio Grande do Norte.
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