Policiais militares e civis de um município do Rio Grande do Norte deverão seguir novas orientações para atender mulheres vítimas de violência. As recomendações foram encaminhadas ao 10º Batalhão da Polícia Militar e à Delegacia de Polícia Civil responsável pela região.
A iniciativa busca padronizar os procedimentos adotados desde o primeiro contato com a vítima. A medida pretende garantir um atendimento mais acolhedor, seguro e eficiente, além de reduzir o risco de revitimização durante o registro da ocorrência.
Entre as orientações está a necessidade de ouvir a mulher com atenção, preservar sua privacidade e evitar julgamentos ou questionamentos que possam constrangê-la. Os agentes também deverão observar sinais de risco e avaliar a necessidade de medidas protetivas e outros encaminhamentos urgentes.
A proposta reforça que a vítima deve receber informações claras sobre seus direitos e sobre os serviços disponíveis na rede de proteção. Quando necessário, ela deverá ser encaminhada para atendimento psicológico, social, médico e jurídico.
As novas regras também procuram melhorar a comunicação entre as forças de segurança e os órgãos responsáveis pelo acompanhamento dos casos. Com procedimentos mais uniformes, a expectativa é agilizar as providências e ampliar a proteção das mulheres.
A medida ocorre em um contexto de aumento da atenção às políticas de enfrentamento à violência de gênero no estado. Até agosto de 2026, a Polícia Civil do RN havia registrado 5.089 pedidos de medidas protetivas para vítimas de violência doméstica.
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