RN tem segunda maior queda entre os Estados
O preço da gasolina registrou queda no Rio Grande do Norte durante o mês de agosto, colocando o Estado entre os mercados com as maiores reduções do País. Segundo levantamento da ValeCard, o valor médio do combustível caiu 1,75% no período, com base em transações realizadas entre os dias 1° e 26 do mês em mais de 25 mil postos credenciados em todo o Brasil.
A retração observada no Rio Grande do Norte foi a segunda maior entre todos os Estados brasileiros. Apenas a Bahia registrou uma redução mais acentuada, de 1,83%, superando ligeiramente o RN. Depois do Rio Grande do Norte, aparecem Rio Grande do Sul, com queda de 1,29%, Goiás, com 1,26%, e Pernambuco, com 1,24%.
No cenário nacional, a gasolina também ficou mais barata em agosto, com o litro passando de R$ 6,821 em julho para R$ 6,774 em agosto, o que representa uma queda média de 0,68% no país. O recuo registrado no Rio Grande do Norte, portanto, foi mais de duas vezes superior à redução média observada no Brasil em agosto, evidenciando uma dinâmica local mais favorável ao consumidor.
A retração potiguar superou a de outros grandes mercados: depois do RN, aparecem Rio Grande do Sul (-1,29%), Goiás (-1,26%) e Pernambuco (-1,24%) entre as maiores quedas estaduais. Ao todo, a gasolina ficou mais barata em 19 Estados durante agosto, consolidando um movimento de baixa que já vinha sendo observado em grande parte do mercado brasileiro.
O comportamento dos preços no RN acompanha uma tendência de recuo observada em boa parte do país, influenciada por uma combinação de fatores de oferta, logística e condições locais de abastecimento. Diferenças tributárias, custos de distribuição e a dinâmica de competição entre redes de postos também ajudam a explicar por que alguns Estados, como o RN, apresentaram reduções mais intensas que a média nacional.
Além disso, o cenário foi impactado pela prorrogação temporária da subvenção federal à gasolina, anunciada em 26 de agosto e válida até 9 de setembro, que mantém um desconto de R$ 0,44 por litro no preço do combustível. A medida, definida pelo Ministério da Fazenda, tem como objetivo amortecer os efeitos da alta do petróleo no mercado internacional sobre os preços internos, contribuindo para a pressão de baixa nos postos.
Desde maio, a gasolina no RN acumula queda de 3,89%, quando o litro custava, em média, R$ 7,324, reforçando um ciclo de três meses consecutivos de redução. No plano nacional, o movimento de baixa também se repete: a gasolina recua pelo terceiro mês seguido, enquanto o etanol registra retrações ainda mais fortes, com queda de 2,06% em agosto na média do país.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que o diesel S-10 foi o combustível que mais caiu em agosto no Brasil, com redução de cerca de 1%, enquanto a gasolina teve recuo mais moderado em nível nacional. No RN, porém, a intensidade da queda da gasolina se destaca, sinalizando alívio mais expressivo para o bolso dos motoristas potiguares.
Para o motorista no Rio Grande do Norte, a combinação de queda mensal acima da média nacional e de um acumulado negativo desde maio significa menor pressão no orçamento com abastecimento, especialmente em um contexto de inflação controlada. Em agosto, a prévia da inflação (IPCA-15) já havia registrado queda de 0,40%, com recuos nos preços de etanol (-3,63%), gasolina (-1,23%) e diesel (-0,71%) em nível nacional, reforçando o ambiente de alívio nos combustíveis.
A manutenção da subvenção até 9 de setembro tende a sustentar, ao menos no curto prazo, a trajetória de preços mais baixos, embora a evolução dependa também do comportamento do petróleo no mercado internacional e das decisões de reajuste das distribuidoras. Enquanto isso, o RN segue entre os Estados com as maiores reduções de gasolina no país, consolidando agosto como um mês de ganho real para o consumidor potiguar.
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