O ex-líder de gangue Duane "Keffe D" Davis, de 63 anos, foi condenado pela Justiça dos Estados Unidos a cumprir de 40 anos a prisão perpétua por orquestrar o assassinato do ícone do rap Tupac Shakur, ocorrido em setembro de 1996. A sentença foi anunciada em um tribunal de Las Vegas nesta terça-feira (13), após o réu ter sido considerado culpado por homicídio com uso de arma letal em julgamento realizado em agosto. Pela legislação do estado de Nevada, o período de 40 anos é a pena mínima para que o condenado possa solicitar liberdade condicional.
O desfecho do caso ocorre quase três décadas após o crime, que permaneceu com as investigações paralisadas durante anos. A reabertura do processo foi impulsionada por declarações do próprio acusado prestadas a veículos de imprensa e publicadas em seu livro de memórias, “Compton Street Legend”, em 2019. Na publicação, Davis admitiu que estava no banco do passageiro do veículo de onde partiram os disparos e que repassou a arma aos executores. Sob as leis locais, a participação direta na articulação do atentado configura responsabilidade por homicídio, mesmo sem o acionamento do gatilho.
A deliberação do tribunal contou com a oitiva de 24 testemunhas de acusação e três de defesa ao longo de nove dias de julgamento. A resolução da morte de Tupac também lança luz sobre o contexto histórico de rivalidades no hip hop norte-americano da década de 1990, que culminou meses depois no assassinato do rapper Christopher Wallace, conhecido como Notorious B.I.G., em um crime cujos desdobramentos continuam associados à retaliação entre grupos rivais.
A condenação de Duane Davis encerra um dos capítulos mais proeminentes da história do entretenimento e da segurança pública americana. Caso os pedidos futuros de liberdade condicional sejam indeferidos pela Justiça após o cumprimento do prazo mínimo, o réu permanecerá sob custódia do sistema prisional até o fim da vida.
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