Em um desdobramento decisivo na reta final do segundo turno das Eleições Presidenciais de 2026, os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fecharam um acordo conjunto para a quebra total e simultânea de seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos. O documento oficial confirmando o pacto foi apresentado na tarde desta quinta-feira (22) pelo líder do PT no Senado e integrante da campanha governista, senador Camilo Santana.
A petição conjunta traz as assinaturas de Lula e da advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora da equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro. De acordo com Santana, o requerimento será protocolado formalmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até as 23h59 de hoje.
O peticionamento solicita ao relator do processo no TSE, ministro André Mendonça, a requisição imediata dos dados junto ao Banco Central do Brasil, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia. O texto pede ainda que as informações sejam tornadas públicas simultaneamente por meio da plataforma DivulgaCandContas ou em página eletrônica de livre acesso.
Origem do embate jurídico
A acareação dos dados ocorre após a troca de acusações que marcou o debate transmitido pela TV Band no último domingo (18). Na ocasião, o presidente Lula lançou o desafio para que o senador do PL concordasse com a abertura de dados telefônicos sob sigilo, em meio a discussões sobre investigações envolvendo o escândalo do Banco Master e inconsistências no INSS.
Com a concordância de ambas as coligações, a liberação e a abrangência dos dados dependem agora da validação e dos prazos que serão determinados pelo ministro André Mendonça no TSE.
