O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado (31) qualquer participação ou facilitação direta do governo norte-americano na partida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil em direção a Miami. A declaração ocorreu em resposta a especulações de que autoridades diplomáticas de Washington teriam articulado os arranjos logísticos e a travessia de fronteira realizada pelo parlamentar brasileiro.
Segundo a manifestação de Rubio, Flávio Bolsonaro já possuía um visto válido de entrada no país e a decisão de autorizar o seu ingresso em território estadunidense partiu diretamente do presidente Donald Trump. O secretário reforçou que o governo dos EUA não promoveu o deslocamento e que a entrada da família do senador seguiu o processamento de admissão no desembarque em solo norte-americano.
As afirmações contrapõem relatos sobre a logística do voo particular utilizado pelo parlamentar. Embora o Departamento de Estado tenha rechaçado a atuação direta do governo dos EUA na travessia, reportagens de veículos internacionais apontaram o envolvimento do estrategista político Jason Miller na organização da aeronave privada que conduziu o senador a partir da América do Sul.
A chegada de Flávio Bolsonaro a Miami se deu após o descumprimento do prazo fixado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a entrega de seus passaportes no âmbito de investigações policiais. Com a confirmação da entrada nos EUA, interlocutores da oposição e a defesa do senador continuam acompanhando os desdobramentos diplomáticos e jurídicos em relação ao seu status de permanência no exterior.
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