Um motorista de aplicativo viveu momentos de pânico na Zona Norte de Natal após ter seu veículo roubado durante uma corrida aceita na região. Rendido por criminosos armados, o trabalhador foi forçado a permanecer no assoalho do próprio carro sob constantes ameaças de morte e agressões físicas durante mais de 30 minutos.
De acordo com a vítima, a corrida havia sido solicitada por um perfil com boa avaliação na plataforma. Ao chegar ao local combinado para o embarque, ele foi abordado pelo suposto passageiro. Em seguida, uma motocicleta emparelhou com o veículo e um dos ocupantes invadiu o automóvel, dando início à ação criminosa.
Momentos de terror e ameaça de cativeiro
O trabalhador relatou ter sido agredido com coronhadas na cabeça e obrigado a se deitar no assoalho traseiro do veículo. Sob ameaça velada, ele foi proibido de olhar para os assaltantes durante todo o trajeto.
"Mandaram eu sentar no assoalho, atrás do banco, de cabeça baixa. O tempo todo sob ameaças e coronhadas. Foram mais de 30 minutos de terror", declarou o motorista. Ele contou ainda que os suspeitos perguntaram sobre a presença de câmeras no veículo, armas e bens de valor, além de ameaçarem levá-lo para um cativeiro para exigir dinheiro da família.
Veículo de trabalho sem seguro e apelo por informações
O automóvel levado pelos criminosos é um Kia Cerato de cor vermelha, placa NNP0B03. Como pontos de identificação, o proprietário destaca uma avaria na parte dianteira do lado do passageiro e um adesivo referente a seguro na parte traseira.
O motorista havia adquirido o veículo recentemente para garantir o sustento da família. Ele revelou que o seguro do carro havia vencido e não pôde ser renovado a tempo devido a um pequeno sinistro ocorrido dias antes. Sem a ferramenta de trabalho e enfrentando prejuízos para repor o telefone celular levado no assalto, a vítima desabafou sobre o sentimento de desespero e frustração.
As forças de segurança pedem que qualquer informação sobre a localização do Kia Cerato vermelho (placa NNP0B03) seja repassada anonimamente por meio do Disque Denúncia (181) ou pelo 190.
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