Prefeito no MS compartilha imagem xenofóbica contra o Nordeste após o resultado das eleições

Foto: Reprodução/ Redes Sociais 


O prefeito do município de Chapadão do Sul (MS), Walter Schlatter (PP), publicou um pedido formal de desculpas nesta terça-feira (27) após ter compartilhado uma montagem de teor xenofóbico que associava o mapa da Região Nordeste à figura de um jumento. O conteúdo discriminatório foi divulgado pelo gestor em um grupo de aplicativo de mensagens composto por prefeitos do estado de Mato Grosso do Sul, logo após a confirmação do resultado das eleições de 2026.

​Diante do desgaste e da repercussão negativa da postagem, o prefeito gravou um vídeo divulgado em suas redes sociais no qual pediu perdão à população nordestina e a todos que se sentiram ofendidos. Na declaração, o político alegou ter agido sob impulso motivado pelo descontentamento com o resultado das urnas.

​“Errar é humano. Reconhecer o erro é nobre, é ter humildade. Eu sei que ninguém é obrigado a me perdoar, mas tenho a obrigação de assumir que errei e pedir desculpas”, declarou o gestor municipal, acrescentando que se sentia profundamente chateado com a própria atitude.

​Doação de campanha e histórico de publicações

​Walter Schlatter figura na lista de financiadores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, tendo realizado o repasse de R$ 300 mil ao candidato derrotado no pleito.

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Foto: Reprodução/ Redes Sociais 

A divulgação do mapa discriminatório não foi o único posicionamento do prefeito após a apuração das urnas. Após apagar a montagem inicial do grupo de mensagens, Schlatter usou suas redes sociais na segunda-feira (26) para compartilhar outra mensagem polêmica. No texto, ele orientava seus seguidores a verificarem o voto de pessoas em situação de vulnerabilidade antes de oferecer doações, alimentos ou esmolas, sugerindo a recusa de auxílio a eleitores do presidente reeleito.

​A Polícia Civil e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) foram acionadas para prestar informações sobre a eventual abertura de inquérito ou registro de denúncias formais para apurar o crime de xenofobia. Até a publicação desta reportagem, as autoridades de segurança não emitiram resposta oficial.

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