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| Três jovens posam diante de um pôster científico durante uma feira de tecnologia, exibindo os resultados da pesquisa sobre o novo tecido impermeável. Foto: Divulgação |
Dois estudantes de 19 anos do CEEP Maria Rodrigues Gonçalves, em Alto do Rodrigues, no interior do Rio Grande do Norte, desenvolveram um tecido impermeável para reduzir os danos causados pela exposição de salineiros à água com alta concentração de sal. A ideia nasceu durante uma visita técnica a uma salina, quando Kauã Pereira Moura e Radja Kassiana Silva perceberam que muitos trabalhadores usavam roupas comuns, como algodão e jeans, sem proteção adequada.
O problema é conhecido na região, onde a atividade salineira é frequente. Trabalhadores relatam feridas na pele e outras complicações decorrentes do contato constante com a chamada “água de grau”, além da exposição ao sol. Por isso, os alunos decidiram criar uma alternativa que protegesse a pele, fosse acessível, resistente e não atrapalhasse os movimentos durante o trabalho.
Depois de testar diferentes materiais, os estudantes chegaram a uma combinação de poliéster e silicone em pasta. A aplicação é feita em camadas, com cerca de 24 horas de secagem entre cada etapa. O resultado foi um tecido que impede a passagem de líquidos, mas mantém flexibilidade, tornando possível a confecção de um uniforme em tamanho real já experimentado por salineiros.
A pesquisa também ganhou uma nova aplicação na área da saúde. Após conversar com profissionais de um hospital, a dupla desenvolveu um segundo protótipo voltado à biossegurança, que resistiu ao contato prolongado com sangue artificial em testes. Os resultados ainda não significam certificação para uso como equipamento de proteção profissional, mas mostram o potencial da invenção. O projeto já foi apresentado em feiras científicas como a FEBRACE, da USP, e a Infomatrix Brasil.
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EDUCAÇÃO
