COP31 na Turquia: Lula deve abordar defesa da democracia e metas de emissão zero em conferência climática

Foto: Reprodução/ Ricardo Stuckert


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende aproveitar sua participação na COP31, realizada na Turquia, para levar ao debate internacional uma reflexão sobre o cenário atual das democracias liberais pelo mundo. A estratégia diplomática foi detalhada pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, que destacou a relevância do atual contexto político brasileiro em um momento de retração das correntes de extrema-direita globalmente.

​De acordo com a titular da pasta, o fórum climático da Organização das Nações Unidas (ONU) será o primeiro grande palco internacional para expor o impacto da governabilidade brasileira e sua contribuição para a estabilidade democrática mundial.

​As declarações foram dadas durante entrevista coletiva concedida no Ministério de Minas e Energia, após o término da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O chefe do Executivo acompanhou as deliberações do conselho, mas deixou o local antes da fala dos ministros à imprensa.

​Exemplo prático e corte de emissões

​No campo estritamente ambiental, a diplomacia brasileira projeta focar em entregas e metas concretas. A intenção do governo federal é posicionar o país como liderança pelo exemplo prático, destacando avanços na contenção do desmatamento e o caminho rumo ao desmatamento zero.

​O governo enfatiza o cumprimento das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês), destacando o impacto direto do corte de 560 milhões de toneladas de gases causadores do efeito estufa na atmosfera.

​Transição energética e combustíveis fósseis

​Durante a coletiva, Miriam Belchior negou especulações de que o Executivo apresentaria de imediato um plano definitivo de encerramento do uso de combustíveis fósseis durante a COP31. A ministra desmentiu que houvesse promessa formal para o envio desse cronograma na atual cúpula.

​Segundo a secretária do governo, a elaboração do mapa de diretrizes para o abandono gradual dessa matriz energética está prevista para o próximo ano. A ministra classificou a transição como uma meta complexa de longo prazo, que exigirá a definição rigorosa de critérios, parâmetros técnicos e prioridades econômicas.


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