Em meio ao desdobramento de um escândalo financeiro e político, o Congresso do Paraguai aprovou, nesta sexta-feira (6), o impeachment do presidente Santiago Peña. Logo após a decisão parlamentar, o até então vice-presidente, Pedro Alliana, prestou compromisso constitucional e assumiu a presidência da República perante o Legislativo.
A destituição de Peña foi consolidada no Senado por ampla maioria, com o voto favorável de 44 dos 45 parlamentares. O estopim para a perda do mandato foi o aprofundamento das investigações envolvendo o colapso do Banco Ueno.
Mandado de prisão e custódia policial
Simultaneamente à votação na câmara alta, a promotoria paraguaia expediu um mandado de prisão preventiva contra o ex-mandatário no âmbito do inquérito que apura as irregularidades na instituição financeira. De acordo com informações apuradas pela imprensa local, agentes da Polícia Nacional dirigiram-se à residência de Santiago Peña, onde ele permanece sob custódia e à disposição das autoridades judiciais.
Nova composição do Poder Executivo
A transição no comando do Poder Executivo foi concluída na mesma sessão do Congresso. Além do juramento de Alliana como chefe de Estado, o parlamentar Antonio Barrios foi designado para assumir a vice-presidência do país, prestando o juramento oficial.
A ascensão de Pedro Alliana à presidência havia sido viabilizada no dia anterior, quando a Câmara dos Deputados rejeitou o pedido de destituição que pesava contra o próprio vice-presidente, abrindo caminho legal para a sucessão presidencial.
