Geração de empregos formais desacelera no RN e tem redução de 72,7% em setembro, aponta Novo Caged

Foto: Reprodução/ Agência Brasil 


O ritmo de abertura de vagas de trabalho com carteira assinada registrou desaceleração acentuada no Rio Grande do Norte e no cenário nacional no mês de setembro. Segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o estado fechou o mês com saldo positivo de 879 novos postos formais. O resultado representa uma queda de 72,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando haviam sido geradas 3.224 vagas.

​No Brasil, a criação de empregos formais somou 121.305 vagas no mês, recuo de 43,5% frente a setembro de 2025. O desempenho nacional marca o menor volume registrado para meses de setembro desde o início da metodologia atual do Novo Caged, em 2020. Apesar da desaceleração geral na expansão, tanto o território potiguar quanto o país mantiveram o saldo positivo, com volume de contratações superior ao de demissões.

​Desempenho no RN e comparação regional

​Em solo potiguar, o resultado de setembro decorreu de 19.622 contratações contra 18.743 desligamentos. Frente a agosto deste ano, quando foram abertas 4.851 vagas, o recuo na geração de postos atingiu 81,9%, representando uma variação positiva de 0,16% no estoque total de trabalhadores com carteira assinada no estado.

​No contexto nordestino, o RN obteve o terceiro menor saldo mensal, figurando à frente apenas do Maranhão (654 vagas) e do Piauí (783 vagas). A liderança regional em setembro ficou com Pernambuco, que somou 13.371 novos postos, seguido por Alagoas (11.110) e Bahia (9.626).

​No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, o Rio Grande do Norte apresenta o menor desempenho entre os nove estados da Região Nordeste, acumulando saldo de 7.430 postos formais (188.540 admissões e 181.110 demissões). O avanço de 1,40% no estoque potiguar no ano permanece abaixo da média do Nordeste (3,31%) e do índice nacional (2,65%).

​Panorama nacional e rendimento médio

​Em âmbito nacional, o saldo de 121.305 vagas em setembro foi impulsionado primordialmente pelo setor de serviços (+81.241 postos), seguido da indústria (+19.285), comércio (+15.697) e construção civil (+9.468), enquanto a agropecuária registrou fechamento líquido (-4.381). No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o Brasil soma 1.248.914 novos postos formais, volume 27,9% menor do que o apurado em igual período de 2025.

​Em relação à remuneração, o salário médio real de admissão no Rio Grande do Norte fixou-se em R$ 1.913,84 em setembro, patamar inferior à média brasileira de R$ 2.429,41. O indicador no estado teve retração de 0,91% em relação ao mês anterior e de 0,32% em comparação ao mesmo mês do ano passado, já descontados os efeitos inflacionários.


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