O governo do Irã sinalizou a possibilidade de reabrir o Estreito de Ormuz em um prazo de até 48 horas, caso os Estados Unidos aceitem as condições impostas por Teerã para a normalização do tráfego na rota estratégica. A declaração foi feita nesta segunda-feira (2) pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, que classificou a medida como uma demonstração de boa-fé na busca por acordos na região.
Segundo o diplomata, o plano de reabertura está condicionado ao atendimento de reivindicações fundamentais apresentadas pelo Executivo iraniano, que incluem a efetivação de um cessar-fogo na região, a liberação de ativos financeiros bloqueados, a suspensão das sanções econômicas direcionadas ao setor petrolífero do país e o encerramento de restrições e bloqueios impostos pelos norte-americanos aos portos do Irã.
As tratativas e a troca de mensagens diplomáticas entre Teerã e Washington continuam a ser intermediadas por países terceiros. Autoridades iranianas destacam que, caso as exigências sejam acolhidas pela Casa Blanca, a segurança na navegação comercial ao longo do estreito poderá ser restaurada rapidamente, viabilizando a retomada das exportações globais de hidrocarbonetos que passam pela via.
Considerado um dos gargalos mais importantes para o escoamento de petróleo no planeta, o Estreito de Ormuz tem sido o epicentro de severas tensões geopolíticas e alvos frequentes de restrições navais desde o início dos conflitos. Analistas internacionais avaliam que a abertura da rota é vital para aliviar os preços internacionais de combustíveis, embora o avanço das negociações dependa diretamente de um aceno positivo do governo norte-americano.
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