O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (4) manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e interrompeu o ciclo de cortes que vinha desde março, quando a taxa estava em 15% ao ano.
O Banco Central adotou cautela porque a inflação voltou a subir. O IPCA acumulou alta de 4,58% em 12 meses até setembro, acima do teto da meta de 4,5%. Também pesaram a alta do dólar, as dúvidas sobre as contas públicas e o cenário externo mais difícil.
Na prática, a Selic alta mantém o crédito caro. Financiamentos de casa e carro, empréstimos pessoais, cartão de crédito e cheque especial continuam com juros elevados, o que dificulta as compras, aumenta o risco de endividamento e freia o consumo e os investimentos das empresas.
Por outro lado, quem investe em renda fixa, como Tesouro Selic e CDBs atrelados ao CDI, continua com rentabilidade maior. A próxima reunião do Copom será nos dias 8 e 9 de dezembro, quando será avaliado se os cortes serão retomados.
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Decisão de juros
