Onda de protestos e greve geral mobiliza a França e provoca o fechamento da Torre Eiffel

Foto: Reprodução



A França enfrenta nesta quinta-feira (5) uma nova jornada de protestos de grande escala e paralisações operacionais que afetaram serviços essenciais e pontos turísticos do país. Em Paris, a Torre Eiffel precisou ser fechada ao público em razão da adesão dos trabalhadores à greve geral. Manifestações e confrontos pontuais entre forças de segurança e manifestantes foram registrados na capital e em cidades como Lyon, onde a polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar os atos.

As mobilizações foram convocadas por centrais sindicais, como a Confederação Geral do Trabalho (CGT), em reação ao aumento do custo de vida, ao sucateamento dos serviços públicos e à crise na área da educação. Segundo as lideranças do movimento, atos foram agendados em 260 municípios franceses. Diante da extensão das paralisações, o Ministério do Interior mobilizou cerca de 70 mil policiais por todo o território nacional para realizar o patrulhamento preventivo e conter eventuais tumultos.

Além do turismo e dos serviços urbanos, a paralisação gerou impactos parciais no setor energético, provocando oscilações na geração de energia nuclear sem comprometer o abastecimento da malha nacional. No setor educacional, bloqueios de vias e protestos estudantis marcaram a rotina de diversas cidades, enquanto o Ministério da Educação contabilizou adesão média superior a 15% entre os professores da rede pública francesa.

O ambiente de agitação civil ocorre em um momento de acirramento político, a cerca de cinco meses das eleições presidenciais no país. O presidente Emmanuel Macron, em reta final de mandato e impedido constitucionalmente de tentar uma recondução, enfrenta índices de popularidade em queda enquanto os blocos de oposição buscam capitalizar a insatisfação popular gerada pelas pautas econômicas e sociais.
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