O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou publicamente sua renúncia ao cargo nesta quinta-feira (5). A decisão ocorre no momento em que o Congresso Nacional avançava com um pedido de impeachment contra o chefe do Executivo, motivado por um forte escândalo político e financeiro que desestabilizou o cenário institucional do país vizinho nas últimas semanas.
A crise política ganhou força após o Banco Central do Paraguai (BCP) decretar a dissolução por insolvência do Banco Ueno, o maior banco digital do país. A derrocada da instituição financeira atingiu diretamente o presidente paraguaio, que é economista de formação e manteve participação acionária na holding controladora da empresa até março de 2025, desencadeando investigações sobre eventuais irregularidades de gestão.
Em pronunciamento veiculado nas redes sociais, Peña argumentou que sua renúncia visa preservar a estabilidade institucional, a paz social e o respeito aos parâmetros constitucionais da nação. O desdobramento financeiro provocou ainda reflexos diretos na autoridade monetária local, culminando com a renúncia do presidente do BCP, Carlos Carvallo, que também possuía vínculo profissional preexistente com o grupo bancário afetado.
Com o anúncio da renúncia, caberá agora ao Plenário do Congresso paraguaio deliberar sobre a aceitação formal do pedido encaminhado pelo mandatário. Caso o Legislativo decida rejeitar a carta de renúncia, a Câmara dos Deputados dará sequência ao trâmite regular do processo de impeachment aprovado em plenário.
