Percorrendo rapidamente a mídia pode-se encontrar, sem maiores esforços, uma infinidade de manchetes que ilustram a violência no trânsito brasileiro: “Briga de trânsito termina em morte em SP” (R7), “Homem leva tiro após briga de trânsito em Bauru” (JC), “Homem é agredido com pauladas durante briga de trânsito” (G1), “Jovem é morto com dois tiros no peito durante briga de trânsito em SP” (Folha). Muitos dos condutores que se envolvem ou são envolvidos nesses casos possuem vida comum, igual a tantas outras pessoas que trabalham, estudam, fazem compras, vão à igreja, levam seus filhos à escola, sem que nada possa sugerir comportamentos extremamente conflitantes. No entanto, acabam por se tornar atores, protagonistas de acontecimentos que, por vezes, se tornam trágicos.
Vale citar a psicóloga Neuza Corassa, que aponta três comportamentos de motoristas no trânsito. O cauteloso, que no seu cotidiano obedece às leis e normas da sociedade, inclusive as do trânsito. O dono do mundo, que é briguento, agitado, impulsivo, que imagina que o planeta gira ao seu redor. E o de comportamento mascarado, que transmite uma ideia de adequação ao trabalho, à família, porém, no trânsito, com uma máquina sob sua direção, tende a revelar comportamento agressivo.
Para este último motorista, seu veículo acaba por se transformar em objeto de poder e de autoafirmação, necessidade esta que surge, em várias situações, para compensar inseguranças ou sentimentos de inadequação ou de inferioridade. Este comportamento está mais associado aos homens do que às mulheres.
Outros dois psicólogos, Maria H. Hoffmann e Eduardo J. Legal, afirmam que a agressão é um dos sintomas que caracteriza o comportamento frustrado da pessoa e que influencia as suas atividades. O sentimento que perpassa este cidadão é o de raiva e agressividade por se encontrar na situação de “lesado”. Os motoristas dispõem de “armaduras de aço”, que os tornam valentes, superiores, onipotentes e onipresentes. Carros, caminhões e ônibus se tornam verdadeiros deuses e, mais que isso, transubstanciam os seus condutores também em deuses. Capazes de tudo e a tudo justificar. Até mesmo a moto, máquina proporcionalmente menor que as outras, mas que pela sua agilidade e rapidez, também cumpre seu papel de deusa. O trânsito deveria ser um ambiente onde as pessoas se encontram e se relacionam, convivem, trocam experiências, realizam os seus objetivos cotidianos. No entanto, na prática, o ele acaba por refletir a própria sociedade, com seus desvios, neuras, inseguranças, conflitos e decepções.
A construção de uma sociedade mais unida, mais humana, mais fraterna, necessita que se coloque em prática a “regra de ouro”, princípio que, com diferentes formulações, está presente nas grandes religiões, ou seja, “faça aos outros o que gostaria que fosse feito a si”, afirma Chiara Lubich, uma das grandes pensadoras do século XX. Se praticada mudaria o trânsito, e a própria sociedade!
Vale citar a psicóloga Neuza Corassa, que aponta três comportamentos de motoristas no trânsito. O cauteloso, que no seu cotidiano obedece às leis e normas da sociedade, inclusive as do trânsito. O dono do mundo, que é briguento, agitado, impulsivo, que imagina que o planeta gira ao seu redor. E o de comportamento mascarado, que transmite uma ideia de adequação ao trabalho, à família, porém, no trânsito, com uma máquina sob sua direção, tende a revelar comportamento agressivo.
Para este último motorista, seu veículo acaba por se transformar em objeto de poder e de autoafirmação, necessidade esta que surge, em várias situações, para compensar inseguranças ou sentimentos de inadequação ou de inferioridade. Este comportamento está mais associado aos homens do que às mulheres.
Outros dois psicólogos, Maria H. Hoffmann e Eduardo J. Legal, afirmam que a agressão é um dos sintomas que caracteriza o comportamento frustrado da pessoa e que influencia as suas atividades. O sentimento que perpassa este cidadão é o de raiva e agressividade por se encontrar na situação de “lesado”. Os motoristas dispõem de “armaduras de aço”, que os tornam valentes, superiores, onipotentes e onipresentes. Carros, caminhões e ônibus se tornam verdadeiros deuses e, mais que isso, transubstanciam os seus condutores também em deuses. Capazes de tudo e a tudo justificar. Até mesmo a moto, máquina proporcionalmente menor que as outras, mas que pela sua agilidade e rapidez, também cumpre seu papel de deusa. O trânsito deveria ser um ambiente onde as pessoas se encontram e se relacionam, convivem, trocam experiências, realizam os seus objetivos cotidianos. No entanto, na prática, o ele acaba por refletir a própria sociedade, com seus desvios, neuras, inseguranças, conflitos e decepções.
A construção de uma sociedade mais unida, mais humana, mais fraterna, necessita que se coloque em prática a “regra de ouro”, princípio que, com diferentes formulações, está presente nas grandes religiões, ou seja, “faça aos outros o que gostaria que fosse feito a si”, afirma Chiara Lubich, uma das grandes pensadoras do século XX. Se praticada mudaria o trânsito, e a própria sociedade!
Por Archimedes A. Raia Jr.
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