Moradores e veranistas da praia de Pirambúzios denunciam a realização de uma obra considerada irregular diretamente na faixa de areia da praia, em total desacordo com as normas ambientais e sem qualquer transparência por parte do poder público municipal.
De acordo com relatos da comunidade, no último dia 09 de janeiro, por volta das 16h, um veículo do tipo caçamba, com três homens, iniciou uma intervenção no local. Os indivíduos alegavam prestar serviço para uma empresa terceirizada da Prefeitura de Nísia Floresta, porém não utilizavam fardamento, o veículo não possuía identificação oficial e nenhuma documentação ou autorização legal foi apresentada. A obra incluía a instalação de estruturas que teriam como finalidade a colocação de supostas câmeras de monitoramento.
Diante da situação, a Polícia Militar foi acionada e, após constatar a total ausência de licenças ambientais, alvarás ou autorizações legais, determinou a paralisação imediata dos serviços.
Entretanto, no dia 16 de janeiro, o grupo retornou ao local para dar continuidade à obra, novamente sem apresentar qualquer tipo de licença ou respaldo legal. Ao serem questionados por moradores, os operários teriam adotado uma postura agressiva, afirmando que “a secretária do Meio Ambiente estava acima de tudo e de todos” e que “ela é quem mandava”.
Para a comunidade, a situação é extremamente preocupante. “É inaceitável que, sob o pretexto de cuidar do meio ambiente, representantes do poder público promovam a concretagem da areia da praia sem transparência, sem consulta à população e sem a realização de audiências públicas”, afirmam os moradores.
Os cidadãos ressaltam que a faixa de areia é patrimônio público, protegida por legislação ambiental, e que qualquer intervenção deve obedecer rigorosamente aos trâmites legais, com licenciamento, estudos técnicos e diálogo com a sociedade.
“Como contribuintes que cumprem com suas obrigações fiscais, não admitiremos esse tipo de desrespeito por parte da Prefeitura Municipal de Nísia Floresta com o meio ambiente e com a comunidade local”, reforça o grupo.
A comunidade de Pirambúzios cobra explicações formais, a apresentação das licenças necessárias e a suspensão definitiva da obra até que todos os procedimentos legais sejam devidamente esclarecidos.
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