A teledramaturgia brasileira perde um de seus nomes mais representativos com a morte de Manoel Carlos, aos 92 anos, ocorrida na noite deste sábado (10), no Rio de Janeiro. O escritor estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde tratava a doença de Parkinson.
Autor de estilo inconfundível, ele construiu uma obra marcada pela sensibilidade na abordagem dos conflitos humanos e pela atenção minuciosa às relações familiares, especialmente entre mães e filhos.
Conhecido carinhosamente como Maneco, Manoel Carlos fez do cotidiano matéria-prima para narrativas profundas, nas quais sentimentos como amor, culpa, perdão e renúncia ocupavam o centro da cena.
Manoel Carlos consolidou seu nome na teledramaturgia brasileira com novelas de grande repercussão na TV Globo, como “Por Amor”, “Laços de Família”, “Mulheres Apaixonadas” e “Baila Comigo” (1981). Suas obras tinham o Rio de Janeiro como cenário recorrente, especialmente o bairro do Leblon, e ficaram marcadas pelas protagonistas chamadas Helena, mulheres complexas que se tornaram assinatura do autor.
Nos últimos anos, o autor enfrentava a doença de Parkinson, que progressivamente afetou suas capacidades motoras e cognitivas. Ainda assim, sua produção permaneceu atual, sendo constantemente revisitada pelo público e reconhecida como um dos pilares da televisão brasileira.
A família confirmou a morte na noite deste sábado (10), sem divulgar a causa, e optou por um velório reservado. Um gesto coerente com a discrição que sempre marcou sua vida pessoal, em contraste com a intensidade emocional de seus textos.
Manoel Carlos deixa a esposa, Elisabety, companheira de quase 45 anos, e as filhas Júlia e Maria Carolina.
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