A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, pelos Estados Unidos neste sábado (3) gerou reações de diveros governos e organizações internacionais. O casal foi retirado do território venezuelano e levado a bordo do navio USS Iwo Jima, da Marinha dos EUA.
Autoridades norte-americanas divulgaram que a operação foi realizada como parte de ações contra crimes de narcoterrorismo e tráfico de drogas, e que ambos serão processados nos tribunais dos Estados Unidos. O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou em suas redes sociais a primeira imagem de Maduro algemado e com os olhos vendados, a bordo do navio.
Diversos países reagiram à operação. Governos como Rússia, China, Cuba e Irã condenaram a ação, afirmando que se trata de uma violação da soberania venezuelana. Por sua vez, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou a operação como “inaceitável” e afirmou que os Estados Unidos “cruzaram uma linha”, defendendo que a ONU se manifeste sobre o episódio. Países vizinhos, incluindo Colômbia, Chile e México, expressaram preocupação com a estabilidade regional e destacaram a necessidade de soluções pacíficas. A União Europeia e organismos internacionais, como a ONU, reforçaram a importância do respeito às normas do direito internacional e da soberania dos Estados.
Enquanto isso, setores da população venezuelana no exterior comemoraram a captura, segundo imagens divulgadas nas redes sociais, embora o clima dentro do país permaneça de tensão. Nos Estados Unidos, a operação dividiu opiniões entre autoridades e legisladores, com debates sobre legalidade e autorização de ações militares no exterior.
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