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| Foto: Agência Brasil |
Os preços do petróleo operam em queda nesta segunda-feira (5), influenciados por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Venezuela, e pela decisão da OPEP+ de manter os níveis atuais de produção até abril.
No domingo (4), Trump afirmou que espera ter “acesso total” aos recursos naturais da Venezuela após a mudança no comando do país. A fala aumentou a percepção de que mais petróleo venezuelano pode chegar ao mercado internacional, o que tende a pressionar os preços.
Por volta das 3h (horário de Brasília), o barril do Brent, referência na Europa, caía cerca de 0,6%, sendo negociado a aproximadamente US$ 60,40. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, recuava em torno de 0,5%, cotado perto de US$ 57 por barril.
Os preços chegaram a subir no início do pregão, mas perderam força ao longo da madrugada. Trump afirmou que os Estados Unidos querem acesso amplo ao petróleo venezuelano e a outros recursos do país para ajudar na reconstrução da economia local.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que um dos principais interesses do governo americano é refinar o petróleo pesado da Venezuela em refinarias localizadas na Costa do Golfo. Segundo ele, esse tipo de óleo é cada vez mais escasso no mercado global, o que despertaria forte interesse do setor privado.
Além das declarações dos EUA, o mercado também reagiu à decisão da OPEP+, grupo formado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados como a Rússia. Em reunião realizada neste domingo, os países do bloco decidiram manter a produção estável pelo menos até abril, mesmo após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
A OPEP+ vinha aumentando gradualmente a produção desde abril de 2025, após cortes voluntários feitos para sustentar os preços. Entre abril e dezembro, o aumento somou cerca de 2,9 milhões de barris por dia, o equivalente a quase 3% da produção mundial. Ainda resta pouco mais de 1 milhão de barris diários para completar esse processo, mas o grupo decidiu pausar novos aumentos no primeiro trimestre de 2026.
* Informações EFE
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ECONOMIA
