Foto: Grupo Reviver câncer de mama |
De acordo com estimativa divulgada nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no triênio entre 2026 e 2028. O dado confirma a consolidação da doença como uma das principais causas de adoecimento e morte no país, com impacto cada vez mais próximo ao das doenças cardiovasculares.
No Rio Grande do Norte, o cenário também é preocupante. O câncer já figura como a segunda maior causa de mortes no estado. Dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) apontam que, entre 2020 e 2024, foram registrados mais de 57 mil novos casos, com maior incidência em pessoas acima dos 60 anos. No mesmo período, o estado contabilizou mais de 18 mil óbitos provocados pela doença.
Especialistas destacam que uma parcela significativa dos casos pode ser evitada. Fatores de risco como tabagismo, consumo excessivo de álcool, sedentarismo, alimentação inadequada e exposição solar sem proteção estão diretamente associados ao surgimento de diversos tipos de câncer. A adoção de hábitos saudáveis é apontada como uma das estratégias mais eficazes de prevenção.
Outro ponto fundamental no enfrentamento da doença é a detecção precoce. Quando diagnosticado em fases iniciais, o câncer apresenta maiores chances de tratamento eficaz e cura. Exames como mamografia, Papanicolau, colonoscopia e avaliações da próstata ajudam a identificar alterações antes do surgimento de sintomas mais graves.
A atenção aos sinais do corpo também é essencial. Perda de peso sem causa aparente, dores persistentes, nódulos, sangramentos anormais e mudanças na pele devem ser investigados por profissionais de saúde.
No Rio Grande do Norte, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece exames preventivos e acompanhamento gratuito, mas especialistas alertam para a necessidade de ampliar o acesso e fortalecer campanhas de conscientização, especialmente após a redução da procura por exames durante a pandemia.
O Dia Mundial do Câncer reforça a importância da informação, do cuidado contínuo com a saúde e do diagnóstico precoce como ferramentas essenciais para salvar vidas.
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