Brasil mantém alerta máximo contra sarampo após surtos nas Américas

Apenas até 5 de março deste ano, já são 7.145 infecções confirmadas - Foto: Reprodução



O Brasil está em alerta máximo para o sarampo devido ao aumento de casos em países das Américas. Apesar disso, o país segue como área livre da doença, sem transmissão sustentada, e intensifica ações de prevenção para manter esse status.

Segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, o principal foco é ampliar a vacinação e reforçar medidas de vigilância. Em 2026, o Brasil registrou o primeiro caso na semana passada: uma bebê de 6 meses, em São Paulo, infectada durante viagem à Bolívia, que enfrenta surto da doença.

No continente, o cenário preocupa: em 2025, foram 14.891 casos e 29 mortes em 14 países. Apenas até 5 de março deste ano, já são 7.145 infecções confirmadas.

No Brasil, 38 casos foram registrados em 2025. Mesmo assim, o país não corre risco imediato de perder o certificado de eliminação do sarampo, reconquistado em 2024.

Vacinação é a principal proteção

O Ministério da Saúde reforça que a vacina é a forma mais eficaz de prevenção. O esquema prevê:

1ª dose aos 12 meses (tríplice viral)
2ª dose aos 15 meses (tetraviral)

Em 2025, 92,5% das crianças receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema no prazo adequado. Pessoas até 59 anos sem comprovação de vacinação também devem se imunizar.

Monitoramento e resposta rápida

Casos suspeitos são investigados com rigor. Quando há identificação de possível infecção, é feito o chamado “bloqueio vacinal”, que inclui:
  • Vacinação de pessoas que tiveram contato com o paciente
  • Busca ativa de novos casos na região
  • Monitoramento da comunidade por até três meses, se houver confirmação
  • Bebês entre 6 meses e 1 ano expostos ao vírus podem receber a “dose zero”, de forma preventiva.
  • Fronteiras e viagens em alerta
O governo também intensificou a vacinação em áreas de fronteira e ações informativas em aeroportos e portos.
A preocupação aumenta com o fluxo internacional de turistas, especialmente em eventos e viagens para países com surtos. Além disso, regiões turísticas brasileiras e cidades de fronteira são consideradas áreas de maior risco para reintrodução do vírus.

Autoridades reforçam que manter altas coberturas vacinais é essencial para evitar novos surtos no país.

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