PM é condenado a 12 anos de prisão por morte de personal trainer após briga de trânsito em Natal

Policial militar foi considerado culpado pelo assassinato do personal trainer - Foto: Reprodução


O policial militar, Ronaldo Cabral Torres, foi considerado culpado pelos jurados e condenado a 12 anos e seis meses de prisão pelo assassinato do personal trainer, Paulo Henrique Araújo da Silva. 


O resultado foi proclamado por volta da 16h20, desta segunda-feira (4), encerrando a sessão do Tribunal do Júri, presidida pela juíza Eliana Marinho, titular da 1ª Vara Criminal de Natal. A pena deve ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.

O Júri popular teve início por volta das 9h, desta segunda-feira, no Salão do Júri do Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal. A sessão foi aberta com a escolha do Conselho de Sentença, formada por sete jurados. Ainda no período da manhã as cinco testemunhas e o réu foram ouvidos. 

Por volta das 12h10 houve o intervalo para o almoço. A sessão foi retomada cerca de 1h após o intervalo.

A tarde foi dedicada aos debates entre a acusação e a defesa dos réu. Após a manifestação inicial do Ministério Público, a defesa iniciou sua exposição. 

Encerrada a fase de debates, ocorreu a deliberação dos jurados. 

O caso

Paulo Henrique Araújo da Silva, 33 anos, foi morto no dia 29 de abril de 2022, após uma discussão de trânsito em Natal. O acusado de cometer o crime é o policial militar Ronaldo Cabral Torres.

A mulher do policial, que, inicialmente, fora denunciada por ter dado cobertura ao companheiro, não será julgada. 

A Justiça apontou que não há indícios suficientes nos autos de que tenha ela contribuído para a morte da vítima, tendo o próprio Ministério Público requerido a sua impronúncia.
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