Caminhoneiros anunciam greve nacional contra alta do diesel; governo tenta evitar paralisação

A principal queixa dos caminhoneiros é o aumento do óleo diesel -Foto: Miguel Schincariol/Getty Images


Lideranças e entidades que representam caminhoneiros confirmaram, nesta terça-feira (17), a realização de uma paralisação nacional em protesto contra a alta no preço dos combustíveis. O movimento pode começar ainda nesta semana, enquanto representantes da categoria se reúnem nesta quarta-feira (18) para definir a data oficial da mobilização.

O governo federal tenta evitar a greve e intensificou negociações com o setor, diante do risco de paralisação em todo o país. A adesão já conta com o aval de lideranças de vários estados, e a tendência é de que o movimento seja iniciado caso não haja avanço nas tratativas com o Palácio do Planalto.

A principal queixa dos caminhoneiros é o aumento do óleo diesel. Mesmo com medidas de desoneração anunciadas pelo governo, o preço médio nas bombas subiu de R$ 6,10 para R$ 6,58 em apenas uma semana de março. Além disso, um reajuste de 11,6% nas refinarias, anunciado pela Petrobras, ampliou a insatisfação da categoria.

No acumulado desde o fim de fevereiro, o diesel já registra alta de 18,86%, pressionado pela instabilidade no mercado internacional de petróleo, influenciada por conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Segundo os caminhoneiros, o cenário tem tornado o frete inviável para muitos profissionais.

De acordo com Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), a mobilização foi aprovada após reunião no Porto de Santos, em São Paulo. A orientação é que os motoristas adiram de forma pacífica, permanecendo em casa ou em pontos de apoio, sem bloqueio de rodovias, para evitar sanções legais.

A estratégia busca pressionar o governo por medidas que reduzam o impacto da alta dos combustíveis sobre o setor, sem provocar interrupções diretas no tráfego nas estradas.

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