Um dos mais influentes religiosos xiitas do Irã convocou muçulmanos de todo o mundo a reagirem contra Estados Unidos e Israel após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Segundo a agência estatal Tasnim, o aiatolá Makarem Shirazi, de 99 anos, declarou que vingar o assassinato é um “dever religioso” para erradicar o que chamou de “mal dos criminosos”.
Outro nome de peso do clero, Nouri Hamedani, também publicou uma fatwa afirmando que cabe aos fiéis “vingar o sangue” de Khamenei.
A morte do líder supremo foi confirmada pela mídia estatal iraniana na manhã de domingo (1º), após ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.
No mesmo dia, Alireza Arafi foi indicado para integrar o Conselho de Liderança do Irã, órgão que assume interinamente as funções do líder supremo até que a Assembleia de Peritos escolha um sucessor. Arafi atuará ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei.
A escalada começou após o presidente Donald Trump anunciar, em vídeo publicado na plataforma Truth Social, o início de “grandes operações de combate” contra o Irã, prometendo neutralizar suas forças armadas e desmantelar o programa nuclear do país. Israel também confirmou ofensivas.
Diferentemente dos ataques registrados em junho de 2025, desta vez as ações ocorreram à luz do dia, no início da semana iraniana, surpreendendo milhões de civis em deslocamento para trabalho e estudo.
Como retaliação, o governo iraniano lançou ataques contra áreas estratégicas no Oriente Médio. Explosões foram relatadas em países que abrigam bases militares americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque, ampliando o risco de um conflito regional de maiores proporções.
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