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| Polícia Federal coletou indícios de que banqueiro ordenou "monitoramento" de adversários, com apoio de um policial aposentado - Foto: Banco Master/Divulgação |
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso, nesta quarta-feira (4), pela Polícia Federal (PF), em São Paulo, em nova fase da operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude na instituição financeira.
Conforme a investigação, existem indícios de que o empresário ordenou invasões aos sistemas de informática do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e até de entidades internacionais, como a Interpol e o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.
O banqueiro queria obter documentos sigilosos de investigações contra ele. Os elementos que fundamentaram a prisão foram localizados em conversas armazenadas no aparelho celular de Vorcaro. O dispositivo havia sido apreendido em novembro durante a primeira fase da Operação Compliance Zero.
A autoridade policial identificou que o investigado teria conseguido acesso não autorizado aos sistemas da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
“De acordo com a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol”, afirmou o ministro Mendonça em sua decisão.
A terceira fase da Operação Compliance Zero investiga, entre outros delitos, o crime de invasão de dispositivos informáticos. A PF reuniu elementos que indicam a participação de Vorcaro na coordenação dessas atividades ilícitas.
A Polícia Federal coletou indícios de que o banqueiro ordenou o “monitoramento” de adversários. Para executar essas ações, teria utilizado um policial aposentado e outro aliado. Ambos se tornaram alvos de prisão na operação.
As conversas encontradas no celular apontaram que Vorcaro encomendava retaliações contra adversários. Entre os alvos estavam jornalistas que divulgavam informações desfavoráveis ao banqueiro.
Na decisão, André Mendonça não revela o nome do jornalista. Em mensagem atribuída a Vorcaro, o banqueiro teria escrito: “Esse xxxx quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.
Os diálogos mencionavam a realização de ações violentas. Isso levou ao enquadramento na suspeita do crime de ameaça.
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