Denúncia aponta que Walfredo Gurgel reteve 411 vezes as macas do Samu Natal em março; Sesap rebate

Conforme a denúncia, o problema seria recorrente, com 411 macas presas ao longo de março de 2026 - Foto: Reprodução


Uma denúncia anônima, recebida pelo Via Certa Natal, nesta quarta-feira (8), informa que 17 macas do SAMU Natal teriam ficado retidas no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, ao longo do dia da última terça-feira (7).

De acordo com a denúncia, ao longo do mês de março deste ano, o Hospital Walfredo Gurgel teria retido 411 vezes as macas do Samu Natal, o que, segundo a fonte, poderia dificultar o atendimento de emergências.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) afirmou, em nota, que, ao contrário do informado durante a ocorrência registrada na noite da última terça-feira, quando um motoentregador, morreu após um acidente, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel contava com apenas duas macas reservas do Samu Natal e duas do Samu RN, que, por serem reservas, não impedem a circulação das ambulâncias.


Conforme a nota, “a informação foi devidamente verificada por meio do sistema do plantão administrativo e confirmada junto à direção da unidade, não correspondendo, portanto, à justificativa apresentada de indisponibilidade de macas por retenção no Hospital Walfredo Gurgel como motivo para o não atendimento da ocorrência por parte do Samu Natal”, diz trecho.

De acordo com reportagem do Via Certa Natal, o motociclista morreu na noite da última terça-feira, após um grave acidente na Avenida Engenheiro Roberto Freire, na zona Sul de Natal. A colisão aconteceu no sentido BR-101, em direção a Ponta Negra, nas proximidades da Avenida Ayrton Senna e do bairro Cidade Jardim.

Testemunhas relataram que o homem ainda estava consciente logo após o acidente, reclamando de fortes dores e conversando com pessoas que estavam no local. Ele teria pedido que familiares fossem acionados.

Segundo relatos, várias ligações foram feitas para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas as equipes enfrentavam dificuldades para atender a ocorrência. Um áudio registrado no local mostra a conversa entre um solicitante e o atendimento de emergência, indicando sobrecarga no sistema de saúde. O profissional relatou um “colapso” no atendimento, com macas retidas em hospitais e número de ocorrências acima da capacidade das equipes.

Após cerca de uma hora, uma unidade básica do SAMU chegou ao local e iniciou manobras de reanimação, incluindo, massagens cardíacas. Uma ambulância de suporte avançado (UTI móvel) também foi acionada posteriormente. Apesar dos esforços, o motociclista não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
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