Mãe denuncia falta de transporte adequado para filho com doença cardíaca grave

Mãe denuncia dificuldades para conseguir transporte adequado para o filho, que enfrenta uma doença cardíaca grave - Foto: Divulgação


Uma mãe de Maxaranguape, no Rio Grande do Norte, denuncia dificuldades para conseguir transporte adequado para o filho, que enfrenta uma doença cardíaca grave ainda sem diagnóstico definido. Segundo o relato, o jovem possui fração de ejeção cardíaca de 30%, três arritmias malignas e outras complicações decorrentes da doença.

De acordo com a mãe, a família está há cerca de três anos tentando chegar a um diagnóstico para a condição de saúde do filho. Com o avanço da doença, ele passou a necessitar de acompanhamento médico frequente e, segundo ela, já precisou ser internado em decorrência de uma gripe.

A mãe afirma ainda que o filho apresenta desnutrição severa. Com aproximadamente 1,90 metro de altura, ele pesa cerca de 60 quilos. Segundo ela, a condição cardíaca também limita a capacidade do jovem de permanecer em pé ou realizar esforços físicos por períodos prolongados.

O problema relatado pela família envolve o transporte disponibilizado pelo município para o deslocamento até consultas e tratamentos. Segundo a mãe, anteriormente era disponibilizado um carro com uma rota menor, o que permitia que o filho chegasse às consultas com menos tempo de deslocamento. Atualmente, porém, ela afirma ter sido informada de que ele deverá utilizar uma van.

A principal preocupação da família é o tempo de permanência no veículo. Segundo o relato, as rotas podem incluir deslocamentos por diferentes localidades e paradas para buscar ou deixar outros pacientes antes de chegar ao destino. A mãe afirma que o filho passa mal quando permanece por muito tempo na mesma posição e que o esforço físico pode agravar seu quadro.

A família possui três laudos médicos que, segundo a mãe, recomendam evitar esforços além dos habituais devido ao risco de agravamento da doença e de morte súbita. Ela afirma ter apresentado a documentação à unidade básica de saúde de Maxaranguape e solicitado um transporte compatível com as condições clínicas do filho.

Apesar disso, segundo a mãe, ela foi informada de que o filho deverá utilizar a van. Ainda de acordo com o relato, também teria sido informado à família que os veículos menores seriam destinados apenas a pacientes que realizam determinados procedimentos.

A situação ganhou maior urgência devido a uma consulta marcada para o dia 24, às 7h, em Natal. A mãe teme que o trajeto prolongado prejudique o estado de saúde do filho.

“Eu não vou permitir que eu perca meu filho por causa de um transporte, que a prefeitura não quer me ceder”, afirmou.

A mãe diz que pretende buscar os direitos do filho e questiona a necessidade de apresentar diferentes laudos para comprovar uma condição que, segundo ela, já está documentada por especialistas.

A Prefeitura Municipal de Maxaranguape deverá ser procurada para esclarecer os critérios utilizados na definição dos veículos, as condições para que pacientes com limitações clínicas tenham acesso a transporte individualizado e quais medidas podem ser adotadas diante da situação apresentada pela família.
Postagem Anterior Próxima Postagem

نموذج الاتصال