Professores de Natal mantêm greve mesmo após decisão judicial

Professores e educadores da rede municipal decidiram manter a paralisação mesmo após o TJRN determinar a suspensão da greve - Foto: Divulgação

Professores e educadores da rede municipal de ensino de Natal decidiram manter a greve, mesmo após o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) determinar a suspensão imediata do movimento e o retorno dos profissionais às atividades em até 24 horas. A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta segunda-feira (17).

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN) informou que pretende recorrer da decisão e buscar uma nova rodada de negociação com a Prefeitura de Natal. Segundo o coordenador-geral da entidade, Bruno Vital, a categoria entende que a decisão judicial determinou a suspensão da paralisação, mas não declarou a greve ilegal.

Como parte dos próximos passos, os professores devem participar de um ato público nesta terça-feira (18) e buscar o apoio de outras entidades para tentar intermediar as negociações com o Município. A greve foi iniciada em 6 de agosto. Na sexta-feira (14), o TJRN determinou a suspensão do movimento e estabeleceu multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SME) afirmou que apenas seis das 147 unidades da rede municipal haviam aderido integralmente à greve. A pasta disse ainda que vai acompanhar a reorganização do calendário escolar para garantir a reposição das atividades e informou que continua aberta ao diálogo com a categoria.

Entre as principais reivindicações dos professores estão a unificação das carreiras, a equiparação salarial e a recomposição das perdas acumuladas. A categoria também cobra um reajuste de 4,6% nos salários em 2026.

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