Mais de 32 mil brasileiros já registraram a intenção de doar órgãos por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), criada em 2024. O serviço é gratuito e pode ser feito pela internet, sem a necessidade de comparecer a um cartório.
Para realizar o procedimento, o interessado deve acessar a plataforma Aedo, disponível no e-Notariado, preencher os dados pessoais e escolher um cartório de notas. Depois, participa de uma videoconferência com um tabelião, que confirma sua identidade e a decisão de doar.
A autorização é assinada digitalmente e fica registrada na Central Nacional de Doadores de Órgãos. Profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes podem consultar o documento. O cidadão também pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e cancelar a autorização quando quiser.
O registro ocorre em um momento de alta demanda por transplantes no Brasil. Mais de 49 mil pessoas aguardam por um órgão, sendo aproximadamente 45 mil à espera de um rim. A fila por córneas reúne 37.719 pacientes, número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.
Apesar da manifestação registrada, a retirada de órgãos ainda depende da autorização da família após a morte. A recusa familiar chega a cerca de 45%, muitas vezes por falta de informação ou por desconhecimento sobre a vontade do possível doador.
Por isso, especialistas reforçam que, além de registrar a decisão na Aedo, é fundamental conversar com os familiares. O tema ganha destaque durante o Setembro Verde, especialmente com a proximidade do Dia Nacional de Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro.
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