O governo federal revisou as estimativas de despesas e encontrou espaço no Orçamento de 2026 para incluir o reajuste do Bolsa Família. A medida foi anunciada em setembro e começa a valer em outubro.
Com a atualização de cerca de 15%, o benefício mínimo por família sobe de R$ 600 para R$ 691. O valor médio pago pelo programa deve passar de aproximadamente R$ 675 para R$ 777.
O reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas ainda neste ano. Para 2027, o custo adicional deve ficar em torno de R$ 22 bilhões.
Segundo o governo, a verba foi viabilizada principalmente pela redução das projeções de gastos com a Previdência Social, o Benefício de Prestação Continuada, pessoal e subsídios. A revisão também considerou mudanças nas estimativas de despesas obrigatórias.
O total de despesas mantidas sob contenção caiu de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões. Mesmo com a revisão, parte dos recursos continuará bloqueada para ajudar no cumprimento da meta fiscal.
A equipe econômica também elevou a previsão de déficit das contas públicas em 2026. O governo afirma que o reajuste foi incorporado ao planejamento orçamentário, enquanto críticos relacionam o anúncio ao período eleitoral.
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