| O local é apontado por arqueólogos e criacionistas como o paradeiro da embarcação bíblica. Foto: Reprodução/Youtube |
Uma investigação científica conduzida no leste da Turquia avança nos estudos da Formação Durupınar, uma estrutura geológica de 157 metros de comprimento cujo formato se assemelha ao de uma embarcação. Localizada no distrito de Doğubayazıt, nas proximidades do Monte Ararat, a formação desperta o interesse de pesquisadores e historiadores por sua possível associação com a narrativa bíblica da Arca de Noé. A nova etapa do projeto busca esclarecer se o relevo possui origem exclusivamente natural ou se abriga vestígios de uma construção antiga.
A equipe responsável pelos trabalhos, coordenada pelo professor Cenker Atila, da Universidade Sivas Cumhuriyet, utiliza tecnologias avançadas e não invasivas para mapear o subsolo. Entre os métodos empregados estão o georradar (GPR), a tomografia de resistividade elétrica, o escaneamento a laser LiDAR e análises químicas de amostragem de solo. Os exames preliminares identificaram formações subsuperficiais com ângulos retos e variação na concentração de matéria orgânica, dados que orientam o planejamento do estudo sem a necessidade de escavações imediatas.
Além da estrutura principal identificada em fotografias aéreas originalmente em 1959, a pesquisa analisa grandes blocos de pedra perfurados localizados no povoado vizinho de Arzap. Alguns especialistas trabalham com a hipótese de que esses objetos rochosos tenham sido utilizados como âncoras de arrasto, conhecidas tecnicamente como drogue stones, em navegações da antiguidade. No entanto, a função histórica exata dessas peças e sua ligação com a formação de Durupınar permanecem sob análise científica e sem comprovação definitiva.
O projeto governamental turco ressalta que os levantamentos geofísicos em andamento visam reunir evidências concretas antes de definir qualquer intervenção direta no terreno. A eventual realização de escavações arqueológicas dependerá da conclusão dos testes de perfuração, do processamento completo dos dados tecnológicos e de autorizações oficiais dos órgãos de patrimônio. Especialistas reforçam que os indícios identificados até o momento constituem objeto de estudo e não representam a confirmação da descoberta da embarcação.
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