Rio Grande do Norte reconhece cordão como símbolo de identificação de pessoas com doenças raras

Cordão com desenho de mãos coloridas sobrepostas por uma silhueta humana utilizado como símbolo de identificação de pessoas com doenças raras. Foto: Guilherme Dardanhan



O Rio Grande do Norte passou a reconhecer oficialmente um cordão de fita com mãos coloridas e uma silhueta humana como símbolo de identificação de pessoas com doenças raras. A medida foi estabelecida pela Lei nº 12.879, sancionada na sexta-feira (18).

O objetivo é facilitar o reconhecimento dessas pessoas em atendimentos públicos e privados, especialmente quando a condição de saúde não é visível. O símbolo pode ajudar a reduzir constrangimentos e orientar profissionais sobre a necessidade de um atendimento mais adequado.

O uso do cordão será opcional. A pessoa que não utilizar o item não poderá perder direitos, benefícios ou garantias previstos na legislação.

A lei também esclarece que o cordão não substitui documentos médicos ou outros comprovantes. Caso sejam solicitados por atendentes ou autoridades, esses documentos ainda poderão ser exigidos para confirmar a condição de saúde.

O Poder Executivo deverá divulgar informações sobre o significado do símbolo e incentivar seu reconhecimento, principalmente entre servidores públicos e profissionais responsáveis por prestar atendimento à população. A iniciativa ocorre enquanto propostas semelhantes avançam em outros estados e no Congresso Nacional. 

A medida complementa ações já existentes no estado, como o uso do Cordão de Girassol para identificar pessoas com deficiências ocultas. Nesse caso, o objetivo também é facilitar o acesso ao atendimento prioritário sem obrigar o cidadão a expor publicamente detalhes sobre sua condição.
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