O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) aprovou, na terça-feira (8), o pedido de envio de forças federais para reforçar a segurança em nove municípios do estado durante as eleições de 4 de outubro de 2026. A decisão, tomada por unanimidade no plenário da corte, será agora analisada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que precisa autorizar o emprego das tropas.
As cidades contempladas são Serra Negra do Norte, Jardim de Piranhas, Alexandria, João Dias, Tibau, Boa Saúde, Sítio Novo, Serra Caiada e Ipanguaçu. Segundo a presidente do TRE-RN, desembargadora Martha Danyelle Santana Costa Barbosa, a lista foi definida com base em consultas aos juízes eleitorais e em informações de inteligência da Justiça Eleitoral e da Polícia Militar, reunindo apenas os locais onde há necessidade concreta de ampliar a estrutura de segurança.
O reforço federal, se autorizado, atuará de forma complementar às forças estaduais, com o objetivo de preservar a normalidade da votação, evitar intimidações, conter conflitos e garantir que eleitores, mesários, servidores e magistrados participem do processo sem interferências. Durante o julgamento, o desembargador João Rebouças destacou a experiência prática: “Quando o jipe do Exército chega, que a gente manda dar uma volta na cidade, as coisas já equilibram um pouquinho”.
João Dias recebeu atenção especial por causa do histórico recente de violência política. Em 27 de agosto de 2024, durante as eleições municipais, o então prefeito e candidato à reeleição Marcelo Oliveira (União Brasil) foi morto a tiros ao lado do pai, Sandi Alves de Oliveira, em um crime ligado a disputas entre grupos familiares e políticos pelo controle do município. Naquele ano, o TRE-RN também aprovou e o TSE autorizou o envio de forças federais para a cidade, medida que se repetirá em 2026.
Nos demais oito municípios, a corte não detalhou publicamente ocorrências específicas, mas informou que cada pedido foi examinado individualmente com base nos relatos dos juízes eleitorais e nas informações dos órgãos de inteligência. A aprovação pelo TRE-RN não garante o envio automático do efetivo; cabe agora ao TSE avaliar e decidir sobre a requisição.
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