A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte manteve, por unanimidade, a decisão que levará Igor Eduardo Pereira Cabral a júri popular. A defesa havia recorrido para impedir o julgamento, mas o pedido foi rejeitado na quinta-feira (24).
O caso ocorreu em 26 de julho de 2025, em um condomínio no bairro de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. Segundo o processo, Igor e Juliana Soares discutiram durante um churrasco entre amigos. Antes da agressão, ele teria jogado o celular da vítima na piscina.
Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que Juliana foi atacada dentro do elevador. Conforme a acusação, ela recebeu 61 socos e continuou sendo golpeada mesmo depois de cair no chão.
A vítima sofreu fraturas no rosto e no maxilar, precisou passar por cirurgia e ficou internada no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel até 4 de agosto de 2025. Igor foi preso após o crime e permanece na Cadeia Pública de Ceará-Mirim.
Para o Tribunal de Justiça, há versões conflitantes e indícios suficientes para que o caso seja analisado por um conselho de jurados. A decisão não representa uma condenação, mas confirma que o processo seguirá para a próxima etapa.
A defesa também pediu a liberdade provisória, exames psicológicos e toxicológicos e a mudança da acusação para lesão corporal. O Ministério Público, porém, denunciou Igor por tentativa de feminicídio, e a Justiça recebeu a denúncia em 7 de agosto de 2025.