| Alexandre de Moraes e Viviane Barci de Moraes descem de jato no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, em 22 de agosto de 2025. Foto: Reprodução/YouTube |
Um vídeo gravado em 22 de agosto de 2025 no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, mostra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, desembarcando de um jato Legacy 650, de prefixo PP-NLR. A aeronave era operada pela Prime Aviation, empresa que tinha Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, entre seus sócios naquele período.
As imagens foram divulgadas em 20 de setembro de 2026 e contradizem uma declaração anterior do gabinete de Moraes, segundo a qual o ministro nunca havia viajado em avião de Vorcaro. O registro mostra o casal deixando a aeronave acompanhado por seguranças e retirando suas bagagens na pista do aeroporto.
O desembarque ocorreu no mesmo dia em que Moraes participou de um evento empresarial no Rio ao lado da esposa. Reportagens também apontam que o casal fez ao menos oito viagens, entre maio e outubro de 2025, em aeronaves relacionadas a empresas ligadas a Vorcaro.
Após a divulgação do vídeo, o escritório de Viviane confirmou que contratou serviços de táxi aéreo da Prime Aviation e que Moraes a acompanhou em algumas viagens. A banca afirmou, porém, que a escolha das aeronaves cabia à empresa contratada e negou qualquer vínculo pessoal, societário ou profissional com Vorcaro e com a companhia aérea.
A Polícia Federal investiga a relação entre o empresário, o escritório e o ministro no caso Banco Master. Entre os elementos analisados estão mensagens nas quais Vorcaro teria orientado funcionários a manter uma reserva de avião associada a “Barci”, além de contratos de aproximadamente R$ 131 milhões e de uma segunda proposta de R$ 50 milhões envolvendo o escritório.
O escritório nega que o segundo contrato tenha sido firmado e afirma que nenhuma aeronave foi recebida como pagamento. O vídeo não comprova, por si só, favorecimento ou irregularidade, mas aumenta a pressão por esclarecimentos sobre a contratação dos voos, os pagamentos realizados e a relação entre as partes.
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Caso Banco Master