Casos de dengue sobem 39,2% em Natal enquanto a vacinação segue baixa; entenda

Trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti. Foto: Divulgação



Natal registrou um aumento de 39,2% nos casos prováveis de dengue neste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. 

O crescimento, que saltou de 459 confirmações em 2025 para 639 em 2026, acende um alerta para a importância da prevenção

O dado é da Secretaria Municipal de Saúde, que monitora as notificações pelo Centro de Controle de Zoonoses. O crescimento foi puxado pelas chuvas, calor e acúmulo de água parada, que aceleram a reprodução do mosquito Aedes aegypti.

A maior incidência está na Zona Norte, nos bairros de Pajuçara, Nossa Senhora da Apresentação, Igapó e Lagoa Azul, mas todas as regiões da cidade tiveram alta. Quando a cidade enfrenta semanas consecutivas de aumento, a situação já é classificada como epidemia, o que pressiona as Unidades Básicas de Saúde e o Centro de Hidratação da Cidade da Esperança.

O que preocupa é a baixa procura pela vacina. Em Natal, a imunização é feita com a Qdenga, em duas doses com intervalo de três meses, para adolescentes de 10 a 14 anos. Até o último balanço, a cobertura segue abaixo de 40% do público alvo.

A Prefeitura orienta eliminar qualquer recipiente com água parada, permitir a entrada dos agentes de endemias e procurar atendimento nos primeiros sintomas, como febre alta, dor no corpo e manchas na pele.

A vacinação está disponível em todas as UBS das 8h às 12h e nos pontos extras do Midway e Partage Norte, das 12h às 20h.
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